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Meireles Advocacia & Consultoria

Escolas particulares

Advogado para escolas particulares

Uma escola particular cuida de crianças e adolescentes, presta serviço às famílias e emprega professores com regras próprias, tudo ao mesmo tempo. A anuidade segue uma lei específica, a cobrança tem limites que não existem em outros negócios e cada decisão envolve pais, alunos e, às vezes, o Ministério Público. Para a direção, o jurídico precisa estar presente no calendário escolar, e não só quando o conflito já chegou.

Para escolas de educação infantil, ensino fundamental e médio, berçários, colégios e mantenedoras em Santos, São Vicente, Guarujá, Praia Grande e região.

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Os principais problemas de escolas particulares

Os seis blocos abaixo seguem o ano letivo de uma escola particular, da matrícula às férias. Em cada um: o que acontece, por que é uma questão jurídica e o erro que costuma levar a escola ao Procon, ao Ministério Público ou à Justiça.

01

Matrícula, contrato e reajuste da anuidade

Chega a época da rematrícula. A escola reajusta a anuidade, cria uma taxa de material e muda a forma de parcelamento. Um grupo de pais questiona o aumento e procura o Procon.

Por que exige atenção jurídicaA Lei 9.870/1999 regula a anuidade escolar: o valor é fixado uma vez por ano, com base em planilha de custos, e a escola deve divulgar a proposta de contrato, o valor e o número de vagas pelo menos 45 dias antes do fim do prazo de matrícula. A relação com as famílias também está sujeita ao CDC, o que afeta taxas extras, listas de material e multas de cancelamento.

O que costuma dar errado

  • Reajustar sem planilha de custos que justifique o novo valor.
  • Divulgar o valor da anuidade fora do prazo legal.
  • Cobrar taxas de matrícula ou de material sem previsão clara.
  • Usar contrato antigo, sem regras de cancelamento e de uso de imagem.

Como o escritório atua

Revisar o contrato da escola
02

Mensalidades em atraso e rematrícula

Uma família deixa de pagar em março e continua com o filho na escola até dezembro. A secretaria quer reter o boletim, impedir as provas e negar a transferência até a quitação.

Por que exige atenção jurídicaA Lei 9.870/1999 proíbe a suspensão de provas, a retenção de documentos escolares e qualquer penalidade pedagógica por inadimplência. O desligamento por falta de pagamento só ocorre ao fim do ano letivo, e a escola pode recusar a rematrícula de quem está inadimplente. A cobrança precisa seguir os limites do CDC e do contrato, com notificação, negociação e, se necessário, protesto ou ação.

O que costuma dar errado

  • Reter histórico ou declaração de transferência por dívida.
  • Impedir o aluno de fazer provas ou expô-lo em sala.
  • Esperar o fim do ano para começar a cobrar.
  • Fazer acordos sem documento que permita a cobrança judicial.

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03

Inclusão de alunos com deficiência

A família de um aluno autista pede um profissional de apoio em sala. A escola pensa em cobrar um valor adicional ou em sugerir que outra escola seria mais adequada.

Por que exige atenção jurídicaA Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) obriga as escolas particulares a oferecer as adaptações necessárias e proíbe a cobrança de valores adicionais nas mensalidades e matrículas por causa delas; o STF confirmou essa regra. Recusar a matrícula em razão da deficiência é crime. A escola precisa de um plano de atendimento individualizado e de registros do que foi feito.

O que costuma dar errado

  • Cobrar taxa extra pelo profissional de apoio.
  • Desestimular a matrícula ou sugerir outra escola por causa da deficiência.
  • Não registrar o plano de atendimento e as reuniões com a família.
  • Tratar o tema só pela coordenação pedagógica, sem orientação jurídica.

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04

Bullying, segurança e acidentes

Um aluno se machuca no recreio, outro é alvo de ofensas repetidas em um grupo de mensagens da turma. Os pais exigem providências e falam em processar a escola.

Por que exige atenção jurídicaA escola responde pelos danos sofridos pelos alunos enquanto estão sob sua guarda, independentemente de culpa, pelas regras do CDC. A Lei 13.185/2015 obriga as escolas a adotar medidas de prevenção e combate ao bullying, e a Lei 14.811/2024 tornou crime a intimidação sistemática, inclusive a virtual. Protocolos, registros e comunicação rápida com as famílias são a principal proteção.

O que costuma dar errado

  • Não ter programa escrito de prevenção ao bullying.
  • Deixar de registrar o incidente e as providências tomadas.
  • Demorar a comunicar os pais de todos os alunos envolvidos.
  • Resolver conflitos graves só com conversas, sem documentar.

Como o escritório atua

  • Programa de prevenção ao bullying
  • Protocolo para acidentes e incidentes
  • Defesa em ações de indenização
05

Professores e equipe

Ao fim do semestre, a escola reduz turmas e dispensa dois professores. Um deles alega que a dispensa contrariou a convenção coletiva; outro cobra horas de reunião e de preparação de aula.

Por que exige atenção jurídicaOs professores da rede particular têm convenção coletiva própria, que costuma trazer regras sobre hora-aula, janelas, recesso, redução de carga e dispensa no fim do semestre ou do ano letivo. Monitores, auxiliares e estagiários também têm regras específicas. A escola que segue a CLT genérica, sem a convenção, acumula passivo.

O que costuma dar errado

  • Aplicar a CLT sem observar a convenção dos professores.
  • Reduzir carga horária sem os requisitos previstos.
  • Usar estagiários como auxiliares fixos sem termo de compromisso válido.
  • Não remunerar reuniões e atividades fora da sala de aula.

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06

Pais separados, dados e imagens

Pais separados disputam quem pode buscar a criança e quem recebe o boletim. Ao mesmo tempo, a escola publica fotos de uma festa nas redes sociais e um dos pais pede a retirada.

Por que exige atenção jurídicaA Lei de Diretrizes e Bases obriga a escola a informar pai e mãe, convivam ou não com o filho, sobre frequência e rendimento. Quem pode retirar a criança deve estar definido por escrito, à luz da guarda. Os dados de crianças e adolescentes exigem cuidado especial pela LGPD, e o uso da imagem do aluno depende de autorização dos responsáveis.

O que costuma dar errado

  • Informar só o responsável financeiro e excluir o outro genitor.
  • Liberar a criança sem autorização escrita e atualizada.
  • Publicar fotos de alunos sem autorização específica.
  • Usar grupos de mensagens sem regras para comunicação com as famílias.

Como o escritório atua

Assessoria jurídica ao longo do ano letivo

A escola tem um calendário jurídico: rematrícula, reajuste, cobrança, férias e dispensas acontecem sempre nas mesmas épocas. A assessoria recorrente acompanha esse calendário e responde às situações do dia a dia com a família, a equipe e os órgãos de fiscalização.

Assessoria mensal

Consultas da direção e da secretaria, comunicados às famílias e situações com alunos.

Calendário de matrícula

Edital, contrato, planilha de custos e reajuste revisados antes de cada rematrícula.

Cobrança

Gestão contínua das mensalidades em atraso, do aviso ao acordo ou à ação.

Contencioso

Defesa em Procon, Ministério Público e ações de famílias ou de professores.

Pedir uma proposta para a escola

Atendimento no litoral de São Paulo e em todo o país

O escritório fica em Santos e atende presencialmente escolas de toda a Baixada Santista, inclusive em reuniões com famílias quando necessário. Escolas de outras cidades são atendidas à distância, com reuniões por videochamada e processos eletrônicos.

Perguntas frequentes do setor

A escola pode reter documentos de aluno inadimplente?

Não. A Lei 9.870/1999 proíbe a retenção de documentos escolares, a suspensão de provas e qualquer penalidade pedagógica por inadimplência.

A escola pode recusar a rematrícula de quem está devendo?

Pode. A lei permite que a escola não renove a matrícula de alunos inadimplentes, mas o desligamento durante o ano letivo não é permitido.

Como deve ser feito o reajuste da anuidade?

Uma vez por ano, com base em planilha de custos, e com divulgação da proposta de contrato, do valor e do número de vagas pelo menos 45 dias antes do fim do prazo de matrícula.

A escola pode cobrar a mais por aluno com deficiência?

Não. A Lei Brasileira de Inclusão proíbe cobrança adicional por adaptações e apoio, e o STF confirmou essa regra para as escolas particulares.

A escola responde por acidente com aluno?

Sim, pelos danos sofridos enquanto o aluno está sob sua guarda, independentemente de culpa. Protocolos e registros ajudam a demonstrar o cuidado prestado e a reduzir conflitos.

Os dois pais têm direito a receber informações da escola?

Sim. A escola deve informar pai e mãe, convivam ou não com o filho, sobre frequência e rendimento escolar.

Atendem escolas de outras cidades?

Sim. O atendimento presencial é em Santos e na Baixada Santista, e escolas de outras cidades podem ser atendidas à distância.

Conteúdos sobre escolas particulares

Como o escritório atua em Direito Contratual

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Envie os documentos que hoje sustentam a operação: contratos, convenção, atas ou relatórios. A primeira análise aponta o que precisa de ajuste e o que pode esperar.

Conteúdo informativo, que não substitui a análise de um caso concreto.

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