Acidente de moto em Santos
Lesões costumam exigir tratamento longo. Afastamento e sequelas entram no pedido de indenização.
Bateram no seu carro, você caiu de moto ou foi atropelado. Além do conserto, podem entrar na conta a franquia do seguro, os dias sem trabalhar, o tratamento e o dano moral. Atendimento em Santos, na Baixada Santista e em São Paulo, inclusive para acidentes na Anchieta, na Imigrantes e no Rodoanel.
Quem causou o acidente responde pelos danos, e o proprietário do veículo responde junto com ele. Podem ser cobrados o conserto, a franquia, as despesas médicas, os dias sem trabalhar e, havendo lesão, danos morais e estéticos. O prazo para pedir a indenização é de 3 anos.
Se o causador tem seguro, a seguradora pode ser incluída na ação, mas não sozinha: o STJ exige que o segurado também seja parte (Súmula 529). Quando o motorista dirigia a serviço, a empresa responde pelos danos causados pelo empregado (Código Civil, art. 932, III).
Em rodovias concedidas, como a Via Anchieta e a Rodovia dos Imigrantes, a concessionária pode responder por acidentes causados por buraco, objeto ou animal na pista.
Cada item precisa de prova própria. Guardar os comprovantes desde o primeiro dia faz diferença no valor final.
| Item | O que inclui | Como se prova |
|---|---|---|
| Danos materiais | Conserto, franquia, guincho, objetos danificados, despesas médicas e de transporte | Orçamentos, notas fiscais, recibos |
| Lucros cessantes | O que deixou de ganhar com o veículo parado ou sem poder trabalhar | Extratos do aplicativo, notas de frete, histórico de renda |
| Pensão | Perda ou redução da capacidade de trabalho (CC, art. 950) | Laudos médicos e perícia |
| Danos morais | Sofrimento, internação, afastamento, medo, atropelamento | Prontuários, laudos, testemunhas |
| Danos estéticos | Cicatrizes e marcas permanentes, cumuláveis com o dano moral | Fotos e perícia |
Para motorista de aplicativo, motoboy e caminhoneiro, os dias parados costumam ser o maior valor do pedido.
As provas mais importantes se perdem rápido. Imagens de câmeras, por exemplo, costumam ser apagadas em poucos dias.
Na delegacia, pela delegacia eletrônica ou com a polícia que atendeu o local, incluindo a versão de cada envolvido.
Posição dos veículos, placas, danos, sinalização, marcas na pista e o local, de vários ângulos.
Nome e telefone de quem viu e os estabelecimentos com câmera. Peça as imagens o quanto antes.
Mesmo com dor leve. O registro médico do dia liga a lesão ao acidente.
Pelo menos três orçamentos do conserto, antes de reparar o veículo.
Para calcular os dias parados: extratos de aplicativo, notas de frete, recibos.
Lesões costumam exigir tratamento longo. Afastamento e sequelas entram no pedido de indenização.
O pedestre pode pedir danos materiais, morais e estéticos, e pensão se houver perda de capacidade.
Motorista de aplicativo, motoboy e caminhoneiro podem cobrar o que deixaram de ganhar.
Buraco, objeto ou animal na pista podem levar à responsabilidade da concessionária.
A ação é contra o motorista e o proprietário do veículo, que respondem juntos.
Quando cada lado tem uma versão, o boletim, as fotos e as câmeras decidem.
Muitos casos se resolvem em acordo com o causador ou a seguradora. Quando não há acordo, o pedido vai à Justiça.
Boletim, fotos, câmeras, testemunhas e documentos médicos organizados desde o início.
Danos materiais, dias parados, pensão, danos morais e estéticos, item por item.
Tratativa com o causador e com a seguradora, com acordo formalizado por escrito.
No Juizado Especial ou na vara cível, conforme o valor e a necessidade de perícia.
Pelo formulário ou WhatsApp, com um resumo do que aconteceu e a notificação ou o documento que você recebeu.
Notificações, boletim de ocorrência, fotos, apólice ou contrato, conforme o caso.
Caminhos possíveis, riscos de cada um, escopo e honorários, antes de qualquer contratação.
Defesa, recurso, negociação ou ação judicial, com retorno periódico.
O causador do acidente. Se você acionou o seu seguro, pode cobrar dele a franquia paga e os demais prejuízos que o seguro não cobriu.
Sim. Os lucros cessantes correspondem ao que você deixou de ganhar enquanto o veículo ficou parado ou você não pôde trabalhar. Extratos do aplicativo e histórico de corridas servem de prova.
Se outra pessoa causou o acidente, sim: despesas médicas, conserto, dias sem trabalhar e, havendo lesão, danos morais e estéticos. Em caso de sequela que reduza a capacidade de trabalho, também pensão.
A cobrança é feita contra o motorista e o proprietário do veículo, que respondem juntos. A análise do patrimônio deles ajuda a definir a melhor forma de cobrança.
Três anos a partir do acidente (Código Civil, art. 206, § 3º, V). Quanto antes as provas forem reunidas, melhor.
Para danos materiais e valores de até 40 salários mínimos, em regra sim. Casos com lesões graves, que exigem perícia médica, costumam tramitar na vara cível.
Envie um resumo, a data e a cidade do acidente. O escritório indica o que pode ser pedido e quais provas reunir.
Conteúdo informativo, atualizado em 3 de outubro de 2026. Cada caso depende das provas e das circunstâncias concretas do acidente.