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Direito Contratual · Para você

Direito Contratual para você

O que analisar antes de assinar, como rescindir, multas e descumprimento. Escolha a sua situação e use as ferramentas.

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Quem recebeu uma minuta, está negociando ou precisa de um contrato novo.

  • Elaboração de contrato sob medida
  • Revisão de minuta recebida
  • Negociação de multa, prazo, reajuste e garantia
  • Cláusulas abusivas em contrato de adesão
  • Assinatura eletrônica e validade
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Orientação

Quando é importante procurar orientação de um advogado de contratos?

Um contrato bem feito evita a maioria dos conflitos, e um contrato mal lido costuma custar caro. O que se faz antes de assinar, de rescindir ou de pagar define o que ainda pode ser feito.

  • Antes de assinar um contrato que envolve valores, prazos longos ou garantias
  • Quando a outra parte envia uma minuta pronta e pede assinatura rápida
  • Ao perceber que foi enganado ou pressionado na hora de assinar
  • Quando o contrato precisa de reajuste, aditivo ou prorrogação
  • Quando a outra parte descumpre prazos, pagamentos ou entregas
  • Antes de rescindir um contrato, para evitar multa e perda de direitos
  • Ao receber cobrança de multa, juros ou dívida baseada em contrato
  • Antes de ser fiador, avalista ou garantidor de uma dívida

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Central de temas de direito contratual

Os temas mais frequentes, por assunto

Uma explicação curta de cada tema, com a base legal quando ela ajuda a entender.

Antes de assinarO momento em que mais se ganha ou se perde com um contrato.9 temas
  • Elaboração de contratos

    Um contrato bem redigido define com clareza o que acontece quando algo sai do previsto. Deve partir da operação real, e não de modelos genéricos.

  • Revisão de minutas

    Leitura crítica do texto recebido, com apontamento de riscos, cláusulas abusivas e pontos negociáveis antes da assinatura.

  • Negociação de cláusulas sensíveis

    Prazo, reajuste, multa, garantias, exclusividade e rescisão são os pontos que mais pesam quando o contrato dá errado.

  • Contratos de adesão

    Cláusulas ambíguas são interpretadas a favor de quem aderiu (CC, art. 423), e a renúncia antecipada a direitos é nula (art. 424).

  • Cláusulas abusivas

    Nas relações de consumo, o CDC declara nulas as cláusulas abusivas (art. 51). Ter assinado não impede a discussão.

  • Erro, dolo, coação e lesão

    Vícios do consentimento tornam o contrato anulável em até 4 anos (CC, arts. 138 a 165 e 178).

  • Boa-fé antes da assinatura

    A boa-fé vale também nas negociações. Quem cria expectativa legítima e rompe sem motivo pode responder por perdas.

  • Poderes de quem assina

    Conferir se o signatário pode obrigar a empresa ou a pessoa, e se há necessidade de anuência de terceiros, evita contratos inválidos.

  • Assinatura eletrônica e validade

    Pode ser simples, avançada ou qualificada (Lei 14.063/2020). O documento com integridade conferida pode ser título executivo (CPC, art. 784, § 4º).

Execução e alterações do contratoPrazo, reajuste, aditivos e o que fazer quando as condições mudam.8 temas
  • Prazo, renovação automática e aviso prévio

    Contratos que renovam sozinhos exigem aviso dentro do prazo. Perder a data pode manter o contrato por mais um período.

  • Reajuste e índice

    O índice e a periodicidade devem estar claros. Reajustes sem previsão ou acima do pactuado podem ser contestados.

  • Aditivos e alterações

    Mudanças no combinado devem ser escritas e assinadas. Acordos informais por mensagem podem ser provados, mas com maior dificuldade.

  • Interpretação de cláusulas

    A boa-fé e o comportamento das partes ajudam a interpretar cláusulas obscuras (CC, art. 422).

  • Onerosidade excessiva

    Fatos extraordinários e imprevisíveis podem permitir resolver o contrato, e a outra parte pode evitá-lo oferecendo ajuste equitativo (CC, arts. 478 e 479).

  • Cessão de posição contratual

    Transferir o contrato a terceiro exige, em regra, a concordância da outra parte.

  • Subcontratação e terceirização

    O contrato deve prever se o executor pode delegar o serviço e quem responde pelos subcontratados.

  • Foro, arbitragem e mediação

    A cláusula define onde e como o conflito será resolvido e pesa quando a negociação falha.

Descumprimento, rescisão e multaO que fazer quando a outra parte não cumpre, ou quando você quer sair.9 temas
  • Notificação de descumprimento

    A notificação escrita, com prazo para sanar, prova o descumprimento e a boa-fé de quem notifica.

  • Resolução por inadimplemento

    A parte lesada pode pedir a resolução ou exigir o cumprimento, com perdas e danos em qualquer caso (CC, art. 475).

  • Exceção de contrato não cumprido

    Nos contratos bilaterais, ninguém pode exigir a obrigação do outro antes de cumprir a sua (CC, art. 476).

  • Rescisão por quem quer sair

    Sair do contrato sem justa causa pode gerar multa. O aviso prévio e a forma de rescindir importam.

  • Multa e cláusula penal

    Não pode exceder a obrigação principal (CC, art. 412) e deve ser reduzida se excessiva ou se houve cumprimento parcial (art. 413).

  • Perdas e danos e lucros cessantes

    A indenização abrange o que a parte perdeu e o que razoavelmente deixou de ganhar. Exige prova do prejuízo.

  • Sinal e arras

    Quem desiste pode perder o sinal, e quem recebe e desiste deve devolvê-lo mais o equivalente (CC, arts. 417 e 418).

  • Distrato e quitação

    O encerramento amigável deve prever valores, prazos, devolução de bens e quitação clara.

  • Defesa contra cobrança de multa

    A multa pode ser contestada se não houve descumprimento, se foi calculada de forma errada ou se é manifestamente excessiva.

Dívida, juros e prescriçãoCobrar ou se defender de uma dívida nascida de contrato.8 temas
  • Juros de mora e correção monetária

    Sem acordo, aplica-se a taxa legal, que desde a Lei 14.905/2024 corresponde à Selic deduzido o índice de correção (CC, art. 406).

  • Confissão de dívida

    Reconhece a dívida e, com testemunhas ou assinatura eletrônica com integridade conferida, permite a execução direta.

  • Empréstimo entre particulares

    O mútuo deve ser provado por contrato, comprovante de entrega do dinheiro e de pagamentos.

  • Prescrição de dívidas contratuais

    Dívida líquida em contrato prescreve em 5 anos (CC, art. 206, § 5º, I). O prazo geral é de 10 anos (art. 205).

  • Interrupção da prescrição

    Protesto, notificação judicial e reconhecimento da dívida podem interromper o prazo, que recomeça do zero.

  • Execução e ação de cobrança

    Contrato com duas testemunhas ou assinatura eletrônica com integridade conferida é título executivo (CPC, art. 784).

  • Defesa em cobrança contratual

    Cobrança indevida, excesso de juros e multa e quitação anterior são pontos de defesa comuns.

  • Acordo e transação

    A transação encerra o conflito com concessões mútuas (CC, arts. 840 a 850). O termo deve ter quitação e consequência do descumprimento.

Tipos de contratoCada contrato tem regras próprias, de compra e venda a prestação de serviços.10 temas
  • Compra e venda

    Define coisa, preço e entrega. Atrasos, defeitos e falta de entrega são os conflitos mais comuns.

  • Defeitos ocultos (vícios redibitórios)

    Prazos de 30 dias para móveis e 1 ano para imóveis, da entrega (CC, art. 445). No consumo, o CDC tem prazos próprios (art. 26).

  • Evicção

    O comprador que perde a coisa por decisão judicial, por direito anterior de terceiro, pode ser indenizado pelo vendedor.

  • Prestação de serviços

    Escopo, prazo, preço, rescisão e responsabilidade devem estar claros. É a fonte de muitos conflitos entre profissionais e clientes.

  • Empreitada e contratos de obra

    O empreiteiro responde por vícios e, por 5 anos, pela solidez e segurança da obra (CC, art. 618).

  • Mandato e procuração

    Quem age em nome de outro precisa de poderes claros, e o mandante responde pelos atos praticados dentro deles.

  • Locação de bens e comodato

    Aluguel de bens móveis, equipamentos e veículos, e empréstimo gratuito, com regras distintas da locação de imóveis.

  • Doação

    Contrato gratuito com formalidades próprias, que pode ser revogado em hipóteses previstas na lei.

  • Contrato de seguro

    Cobertura, riscos excluídos e aviso do sinistro definem o direito à indenização. A Lei 15.040/2024 fixou prazos para a seguradora.

  • Contratos atípicos e mistos

    Parcerias, licenciamento e acordos sem tipo na lei exigem redação cuidadosa, pois contam com poucas regras supletivas.

Fiança, aval e garantiasO que muda quando alguém garante a dívida de outra pessoa.7 temas
  • Fiança

    É escrita e não admite interpretação extensiva (CC, art. 819). O fiador pode ter benefício de ordem, salvo renúncia ou solidariedade (art. 827).

  • Outorga do cônjuge na fiança

    Quando exigida, a falta pode anular a fiança, e o STJ entende que a anulação a torna ineficaz por inteiro (Súmula 332).

  • Aval em títulos de crédito

    Garantia dada em cheque, nota promissória e duplicata. O avalista responde como o avalizado, e a responsabilidade é autônoma.

  • Exoneração e prorrogação

    O fiador pode ter direito de se exonerar em certas situações, e a prorrogação do contrato pode ou não manter a fiança.

  • Cobrança contra o fiador

    A cobrança pode ser feita direto ao fiador. A defesa envolve o alcance da fiança, o valor e eventuais nulidades.

  • Caução, penhor e garantias reais

    Bens dados em garantia ficam vinculados à dívida e podem ser executados se ela não for paga.

  • Seguro-garantia e seguro-fiança

    Alternativas à fiança pessoal, em que uma seguradora garante o cumprimento do contrato.

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Informação

Direitos e prazos que vale a pena conhecer

  • Boa-fé, função social e liberdade de contratar

    A lei protege o que foi combinado, mas exige lealdade na conclusão e na execução.

    Entenda
    • As partes são livres para contratar, dentro dos limites da função social do contrato (Código Civil, art. 421), e devem agir com probidade e boa-fé na conclusão e na execução (art. 422).
    • Nos contratos civis e empresariais, presume-se a paridade entre as partes e a revisão é excepcional (art. 421-A).
    • A boa-fé é usada para interpretar cláusulas, impedir abusos e exigir lealdade, inclusive antes da assinatura.
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  • Contrato de adesão e cláusulas abusivas

    Quem apenas adere ao texto recebe proteção contra ambiguidades e renúncias.

    Entenda
    • Nos contratos de adesão, cláusulas ambíguas ou contraditórias são interpretadas a favor de quem aderiu (Código Civil, art. 423), e são nulas as que impõem renúncia antecipada a direito resultante da natureza do negócio (art. 424).
    • Na relação de consumo, o Código de Defesa do Consumidor declara nulas as cláusulas abusivas (art. 51) e exige redação clara, com destaque para as que limitam direitos (art. 54, § 4º).
    • Ter assinado não impede, por si só, a discussão de uma cláusula abusiva.
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  • Erro, dolo, coação e lesão

    Contrato assinado sob engano ou pressão pode ser anulado em até 4 anos.

    Entenda
    • Erro, dolo, coação, estado de perigo e lesão são vícios que tornam o contrato anulável (Código Civil, arts. 138 a 165).
    • O prazo para pedir a anulação é de 4 anos: na coação, do dia em que ela cessa; nos demais casos, do dia em que o negócio foi realizado (art. 178).
    • A prova do que foi dito e feito antes da assinatura, em mensagens e e-mails, costuma ser decisiva.
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  • Descumprimento: cumprir, rescindir ou reter

    Quem foi prejudicado pode exigir o cumprimento ou resolver o contrato, com perdas e danos.

    Entenda
    • A parte lesada pelo inadimplemento pode pedir a resolução do contrato ou exigir o seu cumprimento, cabendo, em qualquer caso, indenização por perdas e danos (Código Civil, art. 475).
    • Nos contratos bilaterais, nenhuma das partes pode exigir o cumprimento da outra antes de cumprir a sua obrigação (art. 476, exceção de contrato não cumprido).
    • Notificar por escrito, com prazo para sanar, ajuda a provar o descumprimento e a boa-fé.
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  • Quando o contrato fica desequilibrado

    Fatos extraordinários e imprevisíveis podem permitir a resolução ou a revisão.

    Entenda
    • Nos contratos de execução continuada ou diferida, se a prestação de uma das partes se torna excessivamente onerosa, com extrema vantagem para a outra, por fatos extraordinários e imprevisíveis, ela pode pedir a resolução (Código Civil, art. 478).
    • A outra parte pode evitar a resolução oferecendo modificar equitativamente as condições (art. 479).
    • O simples aumento de custos previsível ou a mudança de mercado, por si, em regra não basta.
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  • Limites da multa contratual

    A multa não pode passar do valor da obrigação principal e pode ser reduzida.

    Entenda
    • O valor da cláusula penal não pode exceder o da obrigação principal (Código Civil, art. 412).
    • O juiz deve reduzi-la equitativamente se a obrigação foi cumprida em parte ou se o valor for manifestamente excessivo (art. 413).
    • Multa por atraso e multa por rescisão são coisas diferentes, e o contrato deve distingui-las.
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  • Sinal e arras

    O sinal confirma o negócio, e quem desiste pode perder o valor ou devolvê-lo em dobro.

    Entenda
    • O sinal dado em um contrato, em regra, é arras confirmatória e vale como início de pagamento (Código Civil, art. 417).
    • Se quem deu o sinal não executar o contrato, o outro pode ficar com o valor. Se quem recebeu não executar, deve devolver o sinal mais o equivalente (art. 418).
    • Havendo cláusula de arrependimento, as arras funcionam como indenização prefixada, e não permitem pedir mais (art. 420).
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  • Juros, correção e mora

    O que não for combinado segue a taxa legal, que mudou em 2024.

    Entenda
    • O devedor em mora responde por juros, correção monetária e honorários (Código Civil, art. 395).
    • Quando os juros não são convencionados, aplica-se a taxa legal, que desde a Lei 14.905/2024 corresponde à Selic deduzido o índice de correção monetária (art. 406).
    • Juros e multas contratuais devem respeitar limites legais, inclusive nas relações de consumo.
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  • Defeitos ocultos na coisa comprada

    Há 30 dias (móveis) ou 1 ano (imóveis) da entrega para reclamar.

    Entenda
    • O comprador pode rejeitar a coisa ou pedir abatimento do preço se ela tem defeitos ocultos que a tornam imprópria ou diminuem o valor (Código Civil, arts. 441 a 446).
    • O prazo é de 30 dias para bens móveis e de 1 ano para imóveis, contados da entrega efetiva, ou da alienação, reduzidos à metade se o comprador já estava na posse (art. 445).
    • Na relação de consumo, o CDC tem prazos próprios: 30 dias (não duráveis) e 90 dias (duráveis), art. 26.
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  • Fiança: o que o fiador assume

    A fiança é por escrito, não admite interpretação extensiva e pode exigir a outorga do cônjuge.

    Entenda
    • A fiança deve ser escrita e não admite interpretação extensiva (Código Civil, art. 819). O fiador pode ter o benefício de ordem, salvo se renunciou a ele ou se obrigou como devedor solidário (art. 827).
    • A fiança prestada sem a outorga do cônjuge, quando exigida, pode ser anulada, e o STJ entende que a anulação torna a garantia ineficaz por inteiro (Súmula 332).
    • Antes de assinar, vale entender o valor máximo, o prazo e se a fiança continua em caso de prorrogação do contrato.
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  • Prazos para cobrar e para reclamar

    Dívida líquida prescreve em 5 anos, e o prazo geral é de 10 anos.

    Entenda
    • A pretensão de cobrar dívida líquida constante de instrumento público ou particular prescreve em 5 anos (Código Civil, art. 206, § 5º, I). A de ressarcimento por enriquecimento sem causa, em 3 anos (art. 206, § 3º, IV).
    • O prazo geral é de 10 anos (art. 205), e o STJ entende que a responsabilidade pelo descumprimento de contrato está sujeita a ele, ao contrário da responsabilidade extracontratual, de 3 anos.
    • Protesto, notificação judicial e reconhecimento da dívida podem interromper a prescrição.
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  • Contratos eletrônicos e assinatura digital

    O contrato assinado por plataforma tem validade e pode ser executado.

    Entenda
    • A assinatura eletrônica pode ser simples, avançada ou qualificada, conforme o nível de segurança (Lei 14.063/2020). A MP 2.200-2/2001 reconhece a validade da assinatura com certificado ICP-Brasil.
    • O documento eletrônico com integridade conferida por provedor de assinatura pode ser título executivo, dispensadas as testemunhas (CPC, art. 784, § 4º).
    • Guardar o relatório de assinatura, os e-mails de envio e os dados dos signatários reforça a prova.
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Entender meus direitos

Ferramentas

Prazos, calculadoras e checklist

Estimativas preliminares, calculadas no seu navegador. Os dados digitados não são enviados nem armazenados.

Calculadora de prazos

Prazo decadencial de 4 anos. Base: Código Civil, art. 178, II.

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Documentos

Documentos que podem ajudar na análise do seu caso

Não é preciso ter todos. Mesmo poucos documentos já permitem uma primeira avaliação.

Contrato completo, com anexos e aditivos
É a base de tudo: define obrigações, prazos, preço, multa, rescisão e garantias.
Propostas, orçamentos e e-mails da negociação
Mostram o que foi prometido e ajudam a interpretar o contrato.
Notificações enviadas e recebidas
Provam o descumprimento, o prazo para sanar e a boa-fé de cada parte.
Comprovantes de pagamento e de cumprimento
Sustentam o que já foi cumprido e afastam cobranças indevidas.
Relatório de assinatura eletrônica
Prova quem assinou, quando e com qual nível de segurança.
Termos de uso e condições gerais
Fazem parte do contrato em adesão e definem multa, cancelamento e foro.
Planilhas de cálculo da dívida
Permitem conferir juros, multa, correção e dias de atraso cobrados.
Mensagens de WhatsApp e atas de reunião
Registram mudanças no combinado e o reconhecimento de obrigações.
Laudos, fotos e vídeos
Provam defeitos, atrasos e a qualidade do que foi entregue.
Documentos pessoais e poderes de quem assina
Mostram se quem assinou tinha poder para obrigar a parte.
Materiais

Guias e checklists para consultar e compartilhar

  • Checklist: antes de assinar um contrato

    O que conferir antes de colocar o nome em qualquer contrato importante.

    Ver o conteúdo
    • Quem são as partes e quem assina, com que poderes
    • Objeto, preço, prazo e forma de pagamento
    • Multas por atraso e por rescisão, e como são calculadas
    • Reajuste, índice e periodicidade
    • Renovação automática e prazo de aviso prévio
    • Garantias exigidas e responsabilidade de terceiros
    • Foro, arbitragem e legislação aplicável
    • Anexos, propostas e e-mails que fazem parte do negócio
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  • Checklist: a outra parte descumpriu o contrato

    Passos para documentar o problema e escolher entre cumprir, rescindir ou negociar.

    Ver o conteúdo
    • Identificar a cláusula descumprida e o que ela exigia
    • Reunir provas do que você cumpriu e do que não foi cumprido
    • Notificar por escrito, com prazo para sanar
    • Calcular o prejuízo e a multa prevista
    • Avaliar se cabe exigir o cumprimento ou resolver o contrato
    • Observar prazos de prescrição e de decadência
    • Considerar acordo antes do processo
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  • Checklist: quero rescindir um contrato

    Como sair do contrato sem perder direitos nem pagar multa indevida.

    Ver o conteúdo
    • Ler as cláusulas de rescisão, aviso prévio e multa
    • Verificar se há descumprimento da outra parte que justifique a rescisão
    • Enviar notificação por escrito, guardando o comprovante
    • Cumprir obrigações pendentes até a data da saída
    • Pedir o cálculo da multa e conferir se é proporcional
    • Devolver bens e documentos com recibo
    • Pedir quitação por escrito
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  • Checklist: antes de ser fiador ou avalista

    O que entender antes de assumir a dívida de outra pessoa.

    Ver o conteúdo
    • Valor máximo da dívida e dos acessórios (juros, multa, custas)
    • Prazo da fiança e o que acontece em prorrogações
    • Se há benefício de ordem ou se você será devedor solidário
    • Outorga do cônjuge, quando exigida
    • Direito de exigir informações sobre o cumprimento do contrato
    • Direito de ser exonerado em certas situações
    • Risco para o seu patrimônio e para a sua família
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Perguntas frequentes

Dúvidas sobre Direito Contratual

Vale a pena revisar um contrato antes de assinar?

Sim, principalmente quando envolve valor alto, prazo longo, garantia ou multa. A revisão aponta riscos, cláusulas abusivas e pontos que podem ser negociados, e custa muito menos que um litígio. Depois de assinado, a margem para mudar fica menor.

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Assinei um contrato e depois percebi que fui enganado. Posso anulá-lo?

Se o contrato foi assinado por erro, dolo, coação, estado de perigo ou lesão, ele pode ser anulado em até 4 anos (Código Civil, arts. 138 a 165 e 178). O prazo conta do dia da assinatura ou, na coação, do dia em que ela cessou. É importante reunir provas do que foi dito antes da assinatura.

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Contrato de adesão pode ser contestado?

Sim. Cláusulas ambíguas são interpretadas a favor de quem aderiu (Código Civil, art. 423), e são nulas as que impõem renúncia antecipada a direito resultante da natureza do negócio (art. 424). Nas relações de consumo, o CDC declara nulas as cláusulas abusivas (art. 51).

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A outra parte descumpriu o contrato. O que posso fazer?

É possível exigir o cumprimento ou resolver o contrato, com perdas e danos em qualquer caso (Código Civil, art. 475). Antes, vale notificar por escrito, com prazo para sanar, reunir provas do que você cumpriu e calcular o prejuízo.

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Posso rescindir o contrato sem pagar multa?

Depende do que o contrato prevê e de quem descumpriu. A rescisão por culpa da outra parte, em regra, não gera multa para quem rescinde. Fora dessa hipótese, a multa pode ser exigida, mas não pode superar a obrigação principal (art. 412) e pode ser reduzida se for excessiva (art. 413).

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A multa do contrato pode ser reduzida?

Sim. A multa não pode exceder o valor da obrigação principal (Código Civil, art. 412), e o juiz deve reduzi-la equitativamente se a obrigação foi cumprida em parte ou se o valor for manifestamente excessivo (art. 413).

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Posso pedir revisão do contrato porque os custos subiram?

Em regra, só em situações extraordinárias e imprevisíveis que tornem a prestação excessivamente onerosa, com extrema vantagem para a outra parte (Código Civil, art. 478). Aumento de custos previsível ou variação normal de mercado, em geral, não bastam, e a outra parte pode evitar a resolução oferecendo ajuste equitativo (art. 479).

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Dei um sinal e desisti. Perco o valor?

Em regra, o sinal é arras confirmatória: quem desiste pode perdê-lo, e quem recebeu e desiste deve devolvê-lo mais o equivalente (Código Civil, arts. 417 e 418). Se houve cláusula de arrependimento, as arras funcionam como indenização prefixada (art. 420). A análise do contrato e de quem deu causa é essencial.

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Comprei algo com defeito oculto. Qual o prazo para reclamar?

Pelo Código Civil, 30 dias para bens móveis e 1 ano para imóveis, contados da entrega efetiva (art. 445). Na relação de consumo, o CDC prevê 30 dias (não duráveis) e 90 dias (duráveis) para vício aparente e, para vício oculto, os prazos contam da descoberta (art. 26).

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O que acontece se eu for fiador e o devedor não pagar?

O credor pode cobrar do fiador. Em regra, o fiador tem benefício de ordem e pode exigir que primeiro sejam executados os bens do devedor, salvo se renunciou a ele ou se obrigou como devedor solidário (Código Civil, art. 827). A fiança não admite interpretação extensiva (art. 819) e pode ser anulada sem a outorga do cônjuge, quando exigida (STJ, Súmula 332).

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Em quanto tempo prescreve a cobrança de uma dívida em contrato?

Dívida líquida em contrato ou confissão: 5 anos (Código Civil, art. 206, § 5º, I). Enriquecimento sem causa: 3 anos (art. 206, § 3º, IV). O prazo geral é de 10 anos (art. 205), e o STJ entende que a responsabilidade pelo descumprimento de contrato está sujeita a ele. Protesto e reconhecimento da dívida podem interromper o prazo.

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Qual a taxa de juros se o contrato não disser nada?

Aplica-se a taxa legal. Desde a Lei 14.905/2024, ela corresponde à Selic deduzido o índice de correção monetária (Código Civil, art. 406). Nas relações de consumo e em contratos com taxas, valem também os limites e as regras específicas.

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Contrato assinado por plataforma eletrônica tem validade?

Sim. A assinatura eletrônica pode ser simples, avançada ou qualificada, e o documento com integridade conferida por provedor pode ser título executivo, dispensadas as testemunhas (CPC, art. 784, § 4º). Guardar o relatório de assinatura e os e-mails de envio reforça a prova.

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Posso fazer um acordo para encerrar o conflito sem processo?

Sim, e costuma ser vantajoso. A transação, prevista nos arts. 840 a 850 do Código Civil, encerra o conflito com concessões mútuas. O termo deve ter valores, prazos, quitação clara e consequências do descumprimento, e pode ser homologado pelo juiz para ter força de título executivo.

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Atuação jurídica estratégica em Direito Contratual, em Santos, e nas demais áreas empresariais e civis, com escritório no Gonzaga, em Santos, atendimento presencial na Baixada Santista e online para todo o Brasil.

Conteúdo elaborado e revisado pela equipe jurídica do escritório, com base no Código Civil, no Código de Defesa do Consumidor, no Código de Processo Civil, na Lei de Assinatura Eletrônica e em súmulas e teses do STJ, citadas ao longo da página. Última revisão em 11 de outubro de 2026.

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Não é preciso enviar o contrato nem documentos pessoais nesta etapa.